CADERNO IV
ÁREAS DE CONHECIMENTO E INTEGRAÇÃO CURRICULAR
"Queremos refletir com vocês como podemos viabilizar as metas colocadas pelas DCNEM de: preparar o educando para o trabalho e a cidadania, de modo que ele possa continuar aprendendo e ser capaz de se adaptar a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; promover o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual, além do pensamento crítico; possibilitar a compreensão dos fundamentos científico tecnológicos e dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática." ( pág.6).
A citação acima sugere um trabalho que ao nosso ver, ainda está um pouco longe de acontecer. Não é um descaso da proposta, mas sim uma preocupação profunda em relação ao ensino existente nas unidades escolares. Entendemos que o processo de ensinar não concretiza-se em uma via de mão única, mas é concretizado através de vários seguimentos: Família, Estado, Instituições Religiosas, Trabalho, Valores Sociais, e assim poderíamos ir elencando muitos outros. Percebemos que a escola está praticamente sozinha na caminhada da educação. O papel ou função social da escola, ao nosso ver está desfocada. Precisamos de definição, orientação, recursos físicos, profissionais realmente comprometidos com a educação, em todas as instâncias. A escola está "carente" em relação ao apoio da família, precisamos manter laços estreitos com o mercado de trabalho, para fortalecer os objetivos que cada momento do processo ensino aprendizagem, venha ter significado concreto ao aluno. Precisamos de apoio de toda comunidade para que os objetivos que sustentam a formação de docentes, possam ser concretizados
Creio que o "desabafo" anterior sugere a possibilidade de ser ampliado em todo seu contexto, no entanto, voltaremos ao objetivo que nos trouxe aqui: expor a resolução das atividades do CADERNO IV, sem pretensão de sermos dono da verdade, ou respostas fechadas sem espaço para debates e considerações que possam vir enriquece-las . Com base nas leituras realizadas sobre o Caderno IV, observamos que as atividades tornaram-se difíceis. Sabemos que não existem "receitas" para aulas ou outra situação dentro do contexto escolar, no entanto entendemos que este momento seria muito mais gratificante em termos aprendizagem, se encontrássemos alguns modelos das propostas sugeridas, com isso poderíamos desenvolver com mais segurança as atividades, desenvolvendo trabalhos mais ricos, relativos a atividades de REFLEXÃO E AÇÃO.
PROPOSTA
DE ATIVIDADE ARTICULADA DE SALA DE AULA
NOME DA
ORIENTADORA: MARINEIDE CANAVEZI
CADERNO
IV
REFLEXÃO E AÇÃO
01
Após assistirem ao filme , estimulados para pensar formas
de promover uma visão mais integrada sobre os temas no contexto escolar,
convidamos vocês para refletirem e esboçarem uma forma de trabalhar o tema
“Educação Alimentar e Nutricional” de forma articulada entre os componentes curriculares
CONTEXTUALIZAÇÃO DA ATIVIDADE: Esboço de uma forma de trabalhar o tema “Educação
Alimentar e Nutricional” de forma articulada entre os componentes curriculares
DISCIPLINAS
ENVOLVIDAS: Língua Portuguesa- Matemática-
Biologia- Educação Física-Geografia-História (outras)
Conteúdos a serem
desenvolvidos
Língua Portuguesa: Redação: Produção textual sobre a temática, com base nos estudos
realizados por outras disciplinas.
Educação física: Sedentarismo x Prática
Regular de Exercícios: Referencial teórico, pesquisas em revistas, jornais.
Atividade prática: caminhada avaliando batimentos cardíacos, tempo, distância,
reflexos no corpo.
Geografia: Fatores Regionais : Pesquisar, analisar e relacionar os diferentes hábitos alimentares
regionais do País.
Matemática : Coleta de informações de dados estatísticos das regiões e avaliar o
grau de comparação, produzindo uma conclusão sobre o problema.
História: Contextualizar a problemática ao longo da história, dando referencial
cultural das mesmas, para fundamentar comportamento e leitura social da pessoa
obesa.
CONSIDERANDO
A proposta acima visa uma articulação com a sua utilização na
sociedade que almeja alcançar dentro de
uma proposta interdisciplinar resultados propícios ao uso do conhecimento
dentro e fora da escola. Estamos assim articulando os conteúdos para que o
educando perceba uma articulação da vida social com seu cotidiano escolar.
Entender que mesmo com professores diferentes e disciplinas “diferentes”, o
conteúdo trás em si , todas as disciplinas compactadas, que devem dar sentido e
direção em sua vida fora da escola. A comunicação entre as disciplinas
e áreas, é fundamental para desenvolvimento articulado do conhecimento. Podemos
dizer que o trabalho do professor deve ser visto de forma que “ todos falem de um e um falem de todos”.
A
escola de hoje, deve procurar organizar no seu Projeto Político Pedagógico, a
intenção de desenvolver o currículo de forma integrada, de maneira que os
conteúdos, mesmo que ainda organizados em disciplinas, sejam abordados por
temas nas diversas disciplinas, as quais por sua vez, mantêm-se articuladas com
a intenção de que o
conhecimento construído pelos educandos venha a ajudá-los na análise,
interpretação, compreensão e problematização dos fatos e dos fenômenos da
realidade complexa em que vivem. Os conteúdos específicos referentes a cada
disciplina são considerados como formas de se desenvolver, nos educandos,
competências e habilidades que são desenvolvidas e consolidadas, por processos
de ensino-aprendizagem caracterizados pelo diálogo entre temas e conteúdos de
uma mesma disciplina, assim como entre as diversas disciplinas entre si.” Cássia
Ravena Mulin de Assis Medel* Devemos entender que ao mesmo
tempo que a disciplina de história tenha e fale sobre seus conteúdos
específicos, poderá também acrescentar
informações de outras áreas para enriquecer e encorpar o conteúdo a ser
trabalhado.
* Pedagoga e Escritora. Especialista
em Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Atua como Orientadora
Pedagógica na E.M.Francisca Pinheiro Teixeira e Orientadora Educacional no
C.E.Lameira de Andrade, Cantagalo-RJ. Autora do livro Projeto
Político-Pedagógico, Construção e Implementação na Escola, Editora Autores
Associados. Consultora Pedagógica e Palestrante. Contatos pelo ravenamedel@yahoo.com.br
REFLEXÃO E AÇÃO 02
O trecho
abaixo foi retirado do livro Cartas a Théo, de Vincent
Van Gogh. Nessa obra, são compiladas cartas que o pintor holandês enviou a seu
irmão de 1875 até sua morte, em 1890.
CARTA Nº
195 Haia, abril de
1882
Eis o que
penso sobre o lápis de carpinteiro. Os velhos mestres, com o que teriam
desenhado? Certamente não com um Faber B, BB, BBB, etc., etc., mas com um
pedaço de grafite bruto. O instrumento do qual Michelângelo e Dürer se serviram
provavelmente era muito parecido com um lápis de carpinteiro. Mas eu não estava
lá, e portanto não sei de nada. Sei, no entanto, que com um lápis de
carpinteiro podemos obter intensidades distintas das destes finos Faber, etc.
O carvão é o
que há de melhor, mas quando se trabalha muito, o frescor se perde, e para
conservar a precisão é preciso fixar sem demora. Para a paisagem é a mesma
coisa; vejo que desenhistas com Ruysdaël, Goyen, Calame, e também Roelofs, por
exemplo, entre os modernos, tiraram dele ótimo partido. Mas se alguém
inventasse uma boa pena para trabalhar ao ar livre, com tinteiro, o mundo
talvez visse mais desenhos à pena.
Com carvão
mergulhado na água pode-se fazer coisas excelentes, pude ver isto com
Weissenbruch; o óleo serve para a fixação e o preto torna-se mais quente e mais
profundo. Mas é preferível que eu faça isto daqui a um ano e não agora. É o que
digo a mim mesmo, pois não quero que a beleza se deva a meu material, e sim a
mim mesmo.
Cartas extraídas do livro Cartas a Théo,
L&PM Pocket, 1997, com tradução de Pierre Ruprecht. As eventuais
incoerências linguísticas foram mantidas pela editora para se aproximar ao
máximo dos escritos do pintor.
Estamos
diante de um texto publicado na forma de livro, no qual o autor é um pintor, se
referindo ao seu trabalho e aos instrumentos que tinha disponíveis na época.
Refere-se a diferentes técnicas de pintura, à forma como a natureza pode ser
captada a partir de cada uma delas e, ao mesmo tempo, já trazendo dúvidas sobre
o papel do instrumento tecnológico na autoria da obra. Com base neste texto e
no que discutimos anteriormente:
1. Destaque as
dimensões
da cultura, do trabalho, da ciência e da tecnologia presentes nesse trecho da
obra.
A
obra apresenta claramente as dimensões sugeridas, no momento em que analisamos
todo contexto da obra. Antes, vamos
relembrar os conceitos principais que abordam o trabalho.
Trabalho,
ciência,
cultura e tecnologia se instituem como um eixo a partir do
qual se pode atribuir sentido a cada componente curricular e a partir do qual
se pode conferir significado a cada conceito, a cada teoria, a cada ideia e
partindo desse eixo, criar novos
sentidos. Contextualizar o conhecimento não é exemplificar em
que ele se aplica ou que situações ele explica, mas sim
mostrar que qualquer conhecimento existe como resposta a necessidades sociais.
Estas, por sua vez, são históricas e também produto de disputas econômicas,
sociais e culturais.
Em termos mais detalhados, temos:
Trabalho: a
ação transformadora consciente do ser humano, chamaremos de cultura o conjunto
dos resultados dessa ação sobre o mundo.
Não há, portanto, ser humano
fora da cultura e, nesse sentido, é absurdo considerar a existência de alguém que
não tenha cultura. A cultura é o
próprio ambiente do ser humano, socialmente formada com valores, crenças,
objeto, conhecimentos etc.
A ciência é a forma de
resposta adaptativa de que somente o homem se revela capaz por ser o animal que
vence as resistências do meio ambiente mediante o conhecimento dos fenômenos,
ou seja, mediante a produção da sua existência, a individual e a da espécie.
Tecnologia
não apenas utiliza o conhecimento da ciência, como
também o modifica, utiliza dados diferentes na pesquisa que realiza,
construindo um conhecimento próprio, menos idealizado. E Tecnológico, portanto,
não é apenas o que transforma e constrói a realidade física, mas igualmente
aquilo que transforma e constrói a realidade social.
De que forma ele poderia
ser incorporado como material para discussão em sala de aula? Em que contexto, com qual
objetivo?
É possível trabalhar a obra em
sala de aula a partir da possibilidade de reflexão da ação do ser humano sobre
a natureza, sua prática no trabalho, sua produção artística as quais são
resultado de um processo histórico e racional. Trabalho este que poderia
perpassar as disciplinas de História, Sociologia, Arte e Filosofia. Logo, o
objetivo seria fazer com que o aluno reflita a respeito da importância da obra
para seu próprio conhecimento, histórico, filosófico e cultural. Também as
disciplinas de Química e Biologia, poderiam analisar, por meio de experiências
científicas, como se dá o processo de desenvolvimento do carvão na natureza, e
ainda, estudar o porquê dos diferentes resultados na pintura a partir do carvão
molhado, lápis de carpinteiro e óleo. Tal prática objetiva trazer para sala de
aula um estudo dos conteúdos historicamente desenvolvidos, relacionando- os aos
conhecimentos prévios dos alunos. O contexto sugerido em relação ao texto
Cartas a Theo, está diretamente relacionado aos conteúdos que estão nas
diretrizes ( e no PTD). Assim o professor ao selecionar determinado conteúdo,
poderá iniciar ou complementar a
sugestão da Carta.
REFLEXÃO E AÇÃO 03
Organizem-se
em grupos multidisciplinares, definam
um processo produtivo ou um fato, ou um fenômeno e sigam as sugestões
apresentadas no quadro abaixo como exercício de elaboração de uma proposta curricular.
A finalidade deste exercício é que professores cheguem à seleção de conteúdos
de ensino e à organização em componentes curriculares, orientada pelo princípio
da relação entre ensino e produção.
ELABORAÇÃO
COLETIVA DA PROPOSTA CURRICULAR INTEGRADA
|
|
MOMENTO DA ELABORAÇÃO
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RESULTADO DA ELABORAÇÃO
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1- “O
Ebola pode matar 1 milhão de pessoas até janeiro”Hype (hypescience/Revista eletrônica). Até que ponto essa
notícia e verdadeira? O Ebola é um vÍrus ou Bactéria?Qual sua origem? Existe
cura?
·
Perspectiva:
a)
tecnológica: aquilo que não só utiliza
o conhecimento da ciência, como também o modifica e assim, constrói
conhecimento próprio e não idealizado, transformando e construindo a
realidade social.
b)
econômica:
Como a economia de um pais se posiciona sobre a situação.
c) histórica:
Ao longo da história, foram identificados
casos, quais pesquisas foram feitas, por qual motivos, etc.
d) ambiental:
qual é a influência do ambiente na situação e vice versa. Quem, local, clima,
etc. , é ou foi favorável para o progresso da doença.
e) social:
como a sociedade vê a questão do problema, qual a repercussão, .... (EX: Bulliyng dos haitianos em Cascavel (
perspectiva social )
|
A
problematização foi apresentada, com isso temos que pesquisar o que eu
preciso saber para responder as questões.( comentar, apresentar o texto)
|
2-
Preciso
saber pesquisar sobre a temática. Pesquisar sobre Vírus, País de origem,
estudos científicos para cura, recursos financeiros e tecnológicos que estão
á disposição dos países com problemas. O papel da Ciência na situação,
qualidade de vida dos países infectados, etc. Todo trabalho deve estar
veiculado as perspectivas selecionadas. O QUE EU PRECISO SABER DENTRO DO TEMA
|
Aqui
podemos dizer que temos que ter em mente, os pré requisitos necessários para que possamos adentrar e selecionar os
conteúdos de ensino selecionados.
|
3- Áreas
de conhecimento envolvidas, que servem de base para fundamentação anterior,
por ex:
Ciências Humanas:
História
Geografia
Sociologia
Ciências da Natureza
Biologia
Linguagens
Língua Portuguesa
|
Quando
citado a fundamentação o aluno deve ser capaz de integrar a ideia do todo,
dando sentido ao conteúdo que você está passando. Quando o aluno sente que o
que aprende tem um significado e está relacionado a um contexto maior e que
ele poderá levar para sua vida, ele tende mesmo que aos poucos,
considerá-lo “ digno de atenção”.
|
4- Neste
espaço, o professor vai pesquisar nas diretrizes ou PTD, quais outros
conteúdos podem fazer parte do estudo, estamos falando de
disciplinaridade, ou seja que outras
disciplinas podem estudar a problemática de forma a aprofundar a questão que
você neste momento está problematizando. ( aqui ficaremos com o termo ÁREAS
DO CONHECIMENTO.
|
Temos
que relacionar o fato, com outros conceitos, para que o aluno possa realmente
diferenciar, analisar e concluir a “mensagem que o fato trás”. Outros
conceitos, de outros campos ou áreas da uma dimensão do social,
desmistificando as crenças irracionais sobre o tema, oferece ao aluno uma
visão de conjunto.
|
5- É necessário aqui, entender o alcance da temática em
relação a outras disciplinas de campos distintos, uma visão de mundo que
considera que as diversas partes da realidade interagem entre si, não sendo
possível compreender um sistema complexo ( conteúdo), com base na compreensão
de suas partes isoladas para planejar de forma simultânea e coletiva, as
ações a serem desenvolvidas nas diversas disciplinas. Dessa maneira,
espera-se compreender a situação de um modo mais completo.
|
Conceitos
de outros campos ou áreas, oferece uma dimensão do social, desmistificando as
crenças irracionais sobre o tema, oferece ao aluno uma visão de conjunto.
Trabalhamos
assim com a integridade do fato, gerando o que podemos chamar de CATARSE, ou seja, o aluno caminha
através de um processo que culmina em um estado de libertação mental, quando
consegue superar “o não saber”, percebendo uma dada situação da maneira “mais
completa” possível, tende a mudar sua visão de mundo, homem e sociedade.
|
Assista
ao vídeo Em busca de Joaquim Venâncio de Evandro Filho e
outros (2009). O vídeo é resultado de um trabalho de integração
realizado por alunos da 1ª série da Escola
Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, no
ano de 2009. Contando com imagens de arquivo e
depoimentos, o filme narra a busca por informações
sobre o trabalhador técnico que dá nome
à escola, uma referência importante entre os
trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz.
Disponível
em:
http://www.epsjv.fiocruz.br/index.
php?Area=Material&Tipo=4&Num=149 &Sub=1 e também http://www.youtube.com/
watch?v=SUkk5DLbUOQ
1.1 –
Analise criticamente este material à luz da sua proposta e dos princípios e
práticas
pedagógicas aqui integradas, posicionando-se sobre possibilidades de realizar
atividades como esta em sua escola.
1. – Retorne aos
resultados da atividade 2 do momento anterior e dê prosseguimento a ela, chegando
a um ensaio de proposta curricular (certamente parcial e limitado, considerando
ser somente um exercício) contendo:
a) proposta
de componentes curriculares (disciplinas e projetos interdisciplinares);
b) possível
sequência curricular;
c)
distribuição de atividades, tempos e espaços curriculares.
Em Busca de
Joaquim
Venâncio, apresenta uma proposta integrada de conteúdos, seguindo a linha de
trabalho mencionada no presente caderno. Podemos observar um trabalho coletivo,
sequencial e bem estruturado, utilizando os recursos da escola e dos conteúdos
afins. Podemos perceber que os alunos receberam fundamentação teórica /
científica, para poder realizar a atividade. Um conhecimento prévio fez-se
necessário.
Realizamos um trabalho, basicamente com a mesma dinâmica do exposto no caderno. O trabalho DST'S, HIV e HEPATITES VIRAIS, seguiu orientações ao longo do ano letivo e culminou na elaboração de um vídeo, realizado ´por professores e alunos, nos moldes de entrevista. O vídeo foi apresentado em nossa SEMANA INTEGRAÇÃO FAMÍLIA E COMUNIDADE, bem como na REUNIÃO DE PAIS, relativo ao 3º bimestre.
NOSSO GRUPO É NOTA 10
| TRABALHAMOS EM PEQUENOS GRUPOS! |
| E O MELHOR DE TUDO...SEMPRE JUNTOS! |
| PESSOAL NA ATIVA !! |
| NOSSO CAFEZINHO...ANTES DO TRABALHO "PESADO" |
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